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      Rock In Rio 2011: confira como foi o segundo dia do festival

      25 de setembro de 2011 13:13 Por Gustavo Morais

      Usando de pontualidade britânica, o NX Zero abriu a segunda noite de apresentações no Palco Mundo, no último sábado (24). Apesar de encarar rejeição de uma pequena parte da plateia – que chegou até ensaiar um começo de vaia – a banda cumpriu seu papel e fez um show que desfilou os grandes sucessos de sua carreira. O vocalista Di Ferrero soube conduzir o espetáculo e revelou sua gratidão por ver o Rock in Rio novamente no Brasil. O quinteto paulista recebeu o rapper Emicida logo no começo do show e juntos cantaram a música “Só Rezo 0.2″, que por sinal foi tocada após eles terem apresentado a faixa “Só Rezo”. Fizeram parte do set list canções como “Pela Última Vez”, “Cedo ou Tarde” e “Razões e Emoções”, que fechou a performance e foi uma das mais cantadas.

      O não muito popular, entre os roqueiros brasileiros, Stone Sour, mesmo encarando chuva, fez uma apresentação surpreendente e intensa. O vocalista Corey Taylor, que também é do grupo Slipknot, comandou uma banda que apostou em riffs pesados de guitarra e com certeza despertou a atenção dos espectadores que foram ao evento com a intenção apreciar concertos de rock. Em outros tempos, pode-se dizer que muita gente iria sair da Cidade do Rock com discos deles debaixo do braço. Um detalhe curioso da apresentação deles foi o fato do baterista original da banda, Roy Mayorga, não pôde fazer este show, pois sua primeira filha nasce este fim de semana. Diante dessa situação, foi substituído por Mike Portnoy, ex-Dream Theater. Antes de sair do palco, segundo o site da revista Rolling Stone, Taylor embrulhou-se numa bandeira do Brasil estilizada com o símbolo da Stone Sour e prometeu que a banda volta ao país o mais rápido possível.

      Em sua terceira participação consecutiva no Rock in Rio, os brasilienses do Capital Inicial mais uma vez mostraram a sua força e capacidade de conquistar a galera. O vocalista Dinho Ouro Preto esbanjou carisma ao beijar mulheres que estavam  próximas do palco, distribuir garrafas de água para o público e vociferar contra a banda podre da política brasileira. Com um repertório que passeou por clássicos do rock de Brasília até músicas mais recentes, o Capital soube conduzir com destreza o seu show. Canções como “Música Urbana”, “Primeiros Erros” e “Depois da Meia-Noite” permitiram com que fosse criada uma perfeita conexão entre os roqueiros e a plateia. A banda ainda resgatou seu começo punk ao fazer um cover para a música “Should I stay or should I go”, do The Clash. Assim como seus colegas de geração, Titãs e Paralamas, que se apresentaram na noite de abertura, o Capital Inicial não decepcionou.

      A banda Snow Patrol, apesar da simpatia de seus integrantes, não conseguiu promover uma interação mais intensa com a plateia. O público pareceu ligeiramente disperso e não reagiu muito durante canções como “You’re All I Have”, “Take Back the City” e a nova “This Isn’t Everything You Are”. A cantora Mariana Aydar – que tocou na sexta-feira (23) no Palco Sunset – foi convidada para entoar o vocal originalmente gravado por Martha Wainwright em “Set the Fire to the Third Bar”. Quando a apresentação estava caminhando para o final, o Snow Patrol ainda teve de enfrentar uma pequena adversidade técnica: a guitarra do vocalista Gary Lightbody parou de funcionar. O público aguardou a solução do problema respeitosamente – como fez durante o show inteiro – e em seguida curtiu o mega-hit “Open Your Eyes”.

      Se na edição de 2001 do Rock in Rio o Red Hot Chili Peppers fez um show pouco inspirado, desta vez a situação foi bem diferente. O quarteto começou a sua apresentação com a nova “Monarchy of Roses”, uma das poucas que a plateia não sabia a letra do início ao fim. Mas a partir da segunda canção apresentada, “Can’t Stop”, o que se viu no palco foi uma espécie de coletânea sendo tocada ao vivo. A banda resgatou músicas de todas as fases da carreira e deu ao público um genuíno show de rock. Em noite inspirada, o vocalista Anthony Kiedis e o baixista Flea contaram piadas e fizeram gracejos para o público. O guitarrista Josh Klinghoffer deixou a ligeira sensação de que ainda não está totalmente entrosado com os demais companheiros, mas mesmo assim convence pela boa presença de palco. O baterista Chad Smith deu vida ao seu lado latino e promoveu uma entrosada batucada com o percussionista brasileiro Mauro Refosco, que é um reforço musical que a banda agregou na atual turnê. Ao voltar para o bis, o RHCP prestou uma homenagem a Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, vítima fatal de um atropelamento no ano passado e que completaria 20 anos no sábado (24). A banda subiu ao palco vestindo camisetas com o rosto do garoto e Kiedis parabenizou Rafael  pelo aniversário. Os Chili Peppers e seus fãs saíram da Cidade do Rock de alma lavada.