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      Rock in Rio: Confira como foi a quarta noite do festival

      30 de setembro de 2011 11:28 Por Gustavo Morais

      Na noite da última quinta-feira (29) o Palco Mundo do Rock in Rio retomou sua bateria de shows e coube ao Concerto Sinfônico Legião Urbana fazer a primeira apresentação da maratona. Por volta das 18h50, a Orquestra Sinfônica Brasileira executou um medley com vários sucessos da Legião. Logo em seguida, entrou em cena um simpático Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest, que inclusive arriscou repetir os passos de dança característicos de Renato. Apesar de ligeiras desafinadas o mineiro soube conduzir a plateia, que junto cantou “Quase Sem Querer” e “Tempo Perdido“. Na sequencia, um aparentemente desconfortável Toni Platão compareceu ao palco com a missão de cantar “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto“. Apesar de cantar bem, Toni não mostrou a energia que uma música de rock precisa para estabelecer conexão com o receptor ouvinte. Na mesma vibe foi a performance da roqueira baiana Pitty, que só conseguiu mostrar seu potencial no momento em que a letra da canção “Índios” permitiu que ela realmente soltasse a voz. Chegou então a vez do baterista Marcelo Bonfá cantar “O Teatro dos Vampiros” e levar a galera ao delírio. Após anos convivendo com Renato, Bonfá aprendeu a captar o espírito da canção e dar a ela a interpretação necessária. O paralâmico Herbert Vianna não encontrou o menor problema em cantar “Será”. Mais uma vez, o carisma de Dinho Ouro Preto roubou a cena e acompanhado de 100 mil vozes, o vocalista do Capital Inicial cantou a música “Por Enquanto“. O espetáculo chegou ao fim com todos os convidados unindo vozes e cantando duas músicas: “Pais e Filhos” e “Será“, tocada pela 2ª vez na mesma apresentação. O público cantou em coro, com as mãos para o alto, numa das aberturas mais celebradas pela plateia em todo festival. Após tanto tempo, a obra da banda de Brasília continua consistente e Renato Russo não mentiu quando disse que “a verdadeira Legião Urbana são vocês”.

      Apesar de não ser uma das atrações mais aguardadas pelos presentes, a performance da cantora Janelle Monáe consegui cativar o público. Com energética presença de palco, a norte-americana trouxe o soul, o rap e o pop dançante ao festival. Aliado aos seus fortes vocais, Janelle mostrou desenvoltura ao executar coreografias durante o show. Dançarinos e muitas trocas de figurino também comporam a elaborada performance da jovem artista. O repertorio contou com faixas do álbum de estreia da cantora, como “Sincerely, Jane“, “Locked Inside” e “Tightrope“. Durante a música “Mushrooms and Roses“, a estrela chegou a pintar um quadro no palco. Mas Janelle ganhou de vez o público ao cantar versões de “Take Me With You”, do cantor Prince, e “I Want You Back“, clássico do grupo The Jackson Five. As apresentações chamaram a atenção da multidão, que assistia atenta enquanto a cantora interpretava o rei do pop. Depois de fazer a plateia dançar com “Cold War” e “Come Alive“, Monáe desceu do palco e interagiu com seus fãs.

      Trajando uma camiseta que trazia estampada a bandeira dos Estados Unidos, a cantora Ke$ha mostrou no palco do Rock in Rio IV uma tentativa de resgate aos velhos hábitos do rock and roll. A loira quebrou guitarra (Jimi Hendrix e o The Who faziam isso bem antes dela nascer) e fez encenações com sangue falso (prática esta imortalizada por Gene Simmons, do KISS, desde a década de 70). Ao longo de sua apresentação, a estrela fez o que estava ao seu alcance para agradar ao público. Ela conversou, correu, dançou, pulou pelo palco, mas mesmo assim não surtiu o efeito esperado. O uso do condenado recurso do playback, em alguns momentos da apresentação, de certa forma gerou contraste com o anseio que surge na galera quando se está em festival de música. Com a canção “Tik Tok“, o maior hit de sua carreira, Ke$ha encerrou a apresentação e foi recebida calorosamente pela plateia. Mas mesmo assim, ficou claro que os espectadores teriam ficado mais felizes se a organização tivesse escalado Joss Stone para o palco principal e acomodado Ke$ha no Palco Sunset.

      A ‘pista de dança ambulante’ que é a banda Jamiroquai contagiou a Cidade do Rock com seu som recheado de groove, funk e suingue. O grupo entrou em cena com um vocalista usando um cocar de penas roxas e cantando letras que remetem ao espaço sideral. Apesar da onda alto astral dos britânicos liderados pelo cantor Jay Kay, a plateia sentiu falta de hits como “Space Cowboy“, “Virtual Insanity” e a contagiante “Seven Days in Sunny June“. Porém, canções como “Cosmic Girl“, “Alright” e “White Knuckle Ride” proporcionou ao público momentos de pura celebração e descontração. Não encomizando carisma, o sempre extravagante Jay agradeceu o carinho da galera e deixou claro que não iria medir esforços para fazer um show de verdade. No palco, o Jamiroquai mostrou a experiência de uma banda acostumada com eventos da grandeza do Rock in Rio e cumpriu de maneira exímia a função de alegrar as 100 mil pessoas que ali estavam presentes.

      O encerramento da quarta noite do Rock in Rio ficou por conta de um dos grandes nomes da música, Stevie Wonder, que foi o último a subir no Palco Mundo e fez valer a espera do público. Com sucessos de sua carreira e homenagens à música brasileira, Wonder executou uma performance emocionante. O atraso de 20 minutos e problemas no microfone não impediram que o músico impressionasse até o público mais jovem, que não estava muito familiarizado com suas músicas. O show começou com clássicos como “How Sweet It Is (To Be Loved by You)” e “My Eyes Don’t Cry“. A empolgação aumentou durante o cover de “The Way You Make Me Feel“, de Michael Jackson. Mas Stevie conseguiu emocionar o público de vez durante duas homenagens à música brasileira. O cantor chamou sua filha e backing vocal, Aisha Morris, para uma apresentação da versão em inglês de “Garota de Ipanema“, de Tom Jobim. A performance foi acompanhada por uma multidão, que cantava em uma única voz a música em portugûes. O artista emendou a homenagem, e improvisou uma versão de “Você Abusou“, de Antonio Carlos & Jocafi. Depois de apresentar alguns de seus hits, como “Isn’t She Lovely” e “I Just Called To Say I Love You“, a apresentação contou com a participação da cantora Janelle Monáe. A artista voltou ao Palco Mundo e cantou “Superstition“, ao lado do músico. Os dois artistas encerraram o show de duas horas com “Another Star“.