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      Rock in Rio: confira o que rolou na quinta noite do evento

      1 de outubro de 2011 11:12 Por Gustavo Morais

      Quando os ponteiros do relógio marcavam 19h da última sexta-feira (30), o carioca Marcelo D2 subiu ao Palco Mundo com seu hip-hop misturado com samba. ‘Jogando em casa’, o rapper disparou uma série de hits consagrados ao longo de toda a sua carreira como “A Procura da Batida Perfeita“, “1967” (dos tempos do Planet Hemp) e “Qual É?“, que fechou a apresentação com direito a um coro animado da galera. D2 ainda contou a presença de seu filho Stephan e dos amigos Helinho (vocal da banda Ponto de Equilíbrio) e Fernandinho Beat Box. Este roubou a cena ao fazer uso da arte que lhe dá o sobrenome e executou trechos de clássicos do rock como “Another One Bites the Dust” (Queen), “Smoke On the Water” (Deep Purple) e “Sunday Bloody Sunday” (U2). Ao longo da apresentação, imagens de pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro foram exibidas no telão, que também mostrava o nome de cada música que era tocada. D2 teve seu pedido atendido pelo o público, que fez ‘muito barulho’, como sempre costuma ser em shows do artista.

      Na sequencia foi a vez dos mineiros do Jota Quest assumir o Palco Mundo. O quinteto fez uma energética apresentação que revistou muito bem os seus 15 anos de carreira. A canção “É Preciso (A Próxima Parada)” foi a escolhida para começar o show e logo na segunda música, “Na Moral“, a plateia já estava entregue, cantando junto e jogando as mãos para o alto. A cada hit que a banda tocava, a galera mostrava uma reação de causar inveja e preocupação em muitas das atrações internacionais que participaram da quarta edição do Rock in Rio. Na música “Só Hoje“, Rogério Flausino abandonou o microfone e deixou que o público cantasse os versos da letra da canção em seu lugar. Perto do final do show, o Jota tocou “De Volta ao Planeta dos Macacos“, que contou com imagens de políticos brasileiros ilustrando o telão ao fundo do palco, entre eles os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula. Antes de sai do palco, Rogério pulou a grade que separa o público do palco e foi saudar alguns dos 100 mil presentes. Fecharam o show com “Do Seu Lado” e de alma lavada, os rapazes de Belo Horizonte saíram do festival de cabeça erguida.

      Por volta das 21h55, subiu ao Palco a cantora Ivete Sangalo, que com seu tradicional carisma transformou a Cidade do Rock e um verdadeiro trio elétrico. Apesar de já ter se apresentado nas versões europeias do Rock in Rio, esta foi a primeira vez que Sangalo cantou em uma edição brasileira do festival. Ivete conversou, dançou, cantou e como nunca conduziu bem a plateia. Para animar a festa, a musa do axé desfilou seus hits consagrados como “Acelera Aê“, “Cadê Dalila?” e “Sorte Grande (Poeira)“. Para agradar os ‘roqueiros de plantão’ a baiana interpretou a música “More Than Words“, balada clássica da banda de hard rock Extreme. A música black da banda The Commodores também foi homenageada através da canção “Easy“. Com sua apresentação, Ivete mostrou ser possível a existência de axé music em festival de rock sem necessariamente ter vaias.

      O show do roqueiro norte-americano Lenny Kravitz deixou bem claro que ele foi escalado para tocar em um dia errado do Rock in Rio. Apesar de contar com uma banda competente e ter no bolso uma coleção de hits, Kravitz fez uma apresentação que não contou com total troca de energia com a plateia. Canções clássicas como “American Womam“, “Where Are We Running” e “It Ain’t Over Till It’s Over” naturalmente foram bem recebidas pelo público. Porém, não causaram impacto suficiente para fazer a festa que é um show de rock. A situação deu sinal de melhoras apenas quando o espetáculo já caminhava para o final, pois, foram tocadas as matadoras “Fly Away” e “Are you Gonna go My Way“. Ao voltar para o bis, Lenny decidiu toca uma longa versão de “Let Love Rule“. Na tentativa de cativar os presentes, como não poderia ser diferente, o artista desceu do palco e foi interagir com a galera. Ele abraçou fãs, pegou a bandeira brasileira e fez todos os truques que um artista internacional costuma usar para ganhar o público. Teria funcionado perfeitamente se ele tivesse tocado em outra noite do evento.

      A colombiana Shakira fechou a noite apostando no lado mais latino de sua carreira. A musa cantou músicas como “Estoy Aqui“, “Si Te Vas” e “Las de La Intuición” todas recebidas com o natural entusiamo dos fãs. Porém, ela não deixou de fora do repertório canções como “Hips Don’t Lie” e “Whenever, Wherever“, que contou com bailarinas brasileiras selecionadas em meio ao público e rapidamente coreografadas por Shakira. Esbanjando simpatia, a estrela falou em português com a plateia e fez questão de mostrar no palco toda a sua habilidade em conduzir um espetáculo. Com direito a dança do ventre, forma física invejável e troca de roupas, a colombiana revelou sua madura e eficiente presença de palco. Um dos momentos mais notáveis foi a execução de “Nothing Else Matters“, do Metallica. Com uma roupagem flamenca, a música assumiu um tom ainda mais dramático e foi cantada em coro pelos espectadores. Outro momento memorável aconteceu no bis. Shakira contou com a participação de Ivete Sangalo e juntas cantaram “País Tropical“, de Jorge Ben Jor. Com ‘chave de ouro’, a quinta noite do Rock in Rio foi latinamente fechada.