Notificações Amigos pendentes

      Cifra Club News

      Rock in Rio: saiba o que aconteceu na sexta noite do festival

      2 de outubro de 2011 13:32 Por Gustavo Morais

      No último sábado (1º), em 50 minutos de show, o roqueiro Roberto Frejat deixou claro os motivos pelos quais é um dos roqueiros brasileiros mais bem sucedidos surgidos nos últimos 30 anos. Apostando em sua versatilidade como intérprete, ele subiu ao Palco Mundo e saudou ao público com a canção “Exagerado“, hit de Cazuza. Ao longo do set list, o músico desfilou sucessos de Tim Maia, Caetano Veloso, Legião Urbana e, claro, Barão Vermelho. Como não poderia ser diferente, a carreira solo do artista não ficou de fora do show e canções como “Amor Pra Recomeçar“, que inclusive contou com a participação de Rafael, filho de Frejat, e “Segredos” foram cantadas com o apoio vocal da plateia. Assim como seus colegas dos anos 80, Frejat não decepcionou e mostrou que ‘a década perdida’ ainda tem muito a contribuir para o rock nacional.

      Com um repertório recheado de hits, o Skank não encontrou a menor dificuldade em animar ainda mais a festa. Ao longo da apresentação, a banda mostrou seu pop rock – mesclado com ska e baladas – para um público que se sentiu a vontade e familiarizado com as canções. Com o hit “Mil Acasos“, o quarteto entrou ‘mineiramente’ em cena e assim começou a promover uma conexão com a galera. Mas foi com “É Uma Partida de Futebol” que eles colocaram 100 mil pessoas para pular, cantar junto e dançar. Uma agradável surpresa ficou por conta da participação especial da cantora Negra Li, que dividiu os vocais em “Ainda Gosto Dela“. Em um determinado momento, o vocalista e guitarrista Samuel Rosa pegou uma câmera com sua equipe e filmou a plateia, que retribuiu o carinho do músico com bastante animação. Com a música “Vamos Fugir“, eles encerraram o festejado show, que infelizmente não teve o merecido bis.

      A banda Maroon 5 entrou no elenco do Rock in Rio IV graças a desistência do rapper Jay-Z. Surpreenderam positivamente e fizeram um show pra lá de animado. O grupo soube explorar os diversos hits emplacados nas rádios brasileiras e não teve a menor dificuldade de promover interação com a plateia. Canções como “Sunday Morning” e “This Love” fizeram os presentes dançar, cantar se divertirem. Isto é, aconteceu ali exatamente o que deve rolar em um show de pop rock. O simpático e carismático vocalista Adam Levine fez a alegria do público feminino arrancando suspiros e gritos, mas os marmanjos presentes souberam se comportar e curtir a apresentação dos californianos se problemas. Durante o bis o grupo tocou a balada “She Will be Loved“, que conseguiu dividir o coro da multidão em duas metades: um lado cantava um verso da faixa, o resto da multidão cantava outra parte. Funcionou e os caras deixaram claro que não é demérito ser convidado para participar de um evento como o Rock in Rio aos ’45 do segundo tempo’.

      Os mexicanos do Maná fizeram um curto show que mais pareceu ser destinado aos casais que estavam na Cidade do Rock. Diante de uma plateia visivelmente dispersa, o quarteto relembrou músicas que eles emplacaram em novelas brasileiras e canções de seus trabalhos mais recentes. O vocalista Fher Oliveira demonstrou estar atento ao rock brasileiro: a cada reação positiva do público, ele respondia com a expressão ‘do c@#%&’, aquela imortalizada por Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial. O grande destaque do morno show do Maná foi sem dúvidas a canção “Corazón Espinado“, que contou com a participação especial do guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser. Originalmente, a canção é uma parceria do vocalista do Maná com o guitarrista Carlos Santana.

      Durante, aproximadamente, 90 minutos, a banda Coldplay esteve no Palco Mundo do Rock in Rio e tocou 18 músicas. Sete destas canções fazem parte do disco “Mylo Xyloto”, programado para chegar às lojas no dia 24 de outubro. Mas mesmo assim, o grupo fez uma apresentação apoteótica. Além da pirotecnia, houve chuva de papel e uma bandeira do Brasil no pedestal do microfone. ISto é, todos os apetrechos necessários para um artista gringo cativar ainda mais os brasileiros. Um animado e carismático Chris Martin soube driblar os pequenos problemas com o som e comandou com total maestria as 100 mil pessoas que lá estava se espremendo e se acotovelando para conseguirem curtir o show com o máximo de aproveitamento possível. Martin fez um cover de “Rehab“, antes de tocar “Fix You“, para homenagear a cantora Amy Winehouse, morta em julho. Mas é claro que o quarteto não poderia abrir mão de tocar músicas como “Yellow” e “In My Place“, que tiveram altas rotações nas rádios mundo afora. Outro grande momento foi quando tocaram a faixa “The Scientist“, cantada em uma só voz pela plateia. Olhando para o futuro, sem negar o passado, o Coldplay entrou para o time das melhores apresentações feitas na quarta edição nacional do Rock in Rio.