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      Lobão quer se entender publicamente com organizador do Lollapalooza

      21 de novembro de 2011 20:42 Por Gustavo Morais

      Lobão decidiu não participar do Lollapalooza

      No último sábado (19), o cantor Lobão publicou um vídeo no qual esclarecia os motivos pelos quais recusou participar da edição brasileira do festival Lollapalooza.

      Nesta segunda-feira (21), o músico falou com jornal Folha de S. Paulo e manifestou sua instisfação para com a organização do evento. O artista também justificou a argumentação usada para defender sua ausência na escalação de artistas que tocarão no festival.

      “Eu estava eufórico para participar do Lollapalooza. Aí, na quinta-feira passada, o meu agente, o Jorge (Chamon), estava todo feliz… Quer dizer, não tão feliz, porque o cachê era um cachê pífio. Mas eu falei que tudo bem, porque o Lollapalooza não é um festival como o Rock in Rio. Eu não posso dizer qual o valor porque ele não me dá esse… Eu só posso dizer que é muito abaixo do cachê que eu normalmente peço, uma coisa muito abaixo do que eu costumo tocar”, revela o músico.

      Lobão deixou claro que a questão dos horários reservados às apresentações dos artistas brasileiros no evento foi um dos fatores determinantes para ele desistir do festival. “Quando eu soube que ia tocar das 14h às 15h, vi que tinha algo estranho. Daí liguei para o Sérgio (Peixoto, da Geo Eventos – produtora do festival) e perguntei o porquê. E ele falou: ‘cara, você sabe como é que é gringo, né. É tudo muito rígido. A gente não tem como modificar muito, mas eu te garanto que você vai fechar os brasileiros’. E eu falei: ‘como assim, fechar os brasileiros?’. E aí o cara quis me convencer que eu era o mais importante dos brasileiros. E ele me falou que tinha essa regra que brasileiro só tocava das 10h às 15h e que estavam me dando o filé mignon. Isso é formação de gueto. Isso é muito grave”, afirma o roqueiro. “Eles me pediram, inclusive, que eu não saísse do festival, porque eu era a atração principal do Brasil, e que eu era prioridade”, afirma.

      O músico alega que aguarda um posicionamento mais coerente dos organizadores do festival sobre a situação.  “O festival dele (Farrell) está mentindo descaradamente sobre o line-up. Como o homem que honra as calças dele, ele tem que me dar satisfações pessoais. Estou aguardando ansiosamente. Quero apertar a mão dele. Quero ter o prazer de falar com ele. Tenho certeza que a gente vai se entender as mil maravilhas. De preferência, publicamente. A minha palavra está em jogo. Minha dignidade está em jogo”, ratifica Lobão.