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      Ao Vivo: Rush no RJ dá fim ao regime de vinte anos

      26 de novembro de 2002 12:12 Por ILTON GODOY

      No sábado à noite (23 de novembro), o estádio do Maracanã viveu mais uma noite clássica. Ela se juntará a muitas outras que ficaram na memória de milhares de torcedores ou amantes da música. Memórias de Madonna, Paul Mccartney, Frank Sinatra, Prince e tantos outros craques mundiais do pop. Deixando de lado o futebol por algumas horas, o estádio substituiu o grito de gol pela ovação da canção memorável, da adoração ao riff de guitarra e a presença de quem demorou vintes anos para chegar.

      O trio canadense Rush passou pelo país, (além do Rio, eles tocaram em Sampa e Porto Alegre) na turnê do disco Vapor Trails, que terá cerca de 70 shows através do mundo. Mas o que todos queriam era ver aqueles que como um campeonato que ficou no quase, sempre falavam que viriam até nós e ano após ano, nada acontecia. Agora chegou a hora e a espera prometia. Era tirar aquela camiseta da banda favorita do fundo do armário e fazer o que parecia impossível. Vesti-la no show dos seus ídolos. O número de exemplares surrados e com cara de muito usada foi alarmante. Muitas traziam a capa do disco Moving Pictures, um dos mais cultuados pelos fãs.

      Nesta turnê eles não deixaram por menos e trouxeram o que de melhor há em matéria de luz, som e efeitos visuais. Laser, tela de cristal e tudo mais. Palco enorme com tela ao fundo e um telão de cada lado. A lista das músicas é segue a que será apresentada nos EUA e inclui canções de todos os discos da banda.

      Quando as luzes do estádio foram apagadas, a gritaria começou e teve seu ápice quando os primeiros acordes de "Tom Sawyer" foram ouvidos pelos milhares, cerca de 45 mil, de fãs cariocas. Abrir o show com um dos seus maiores clássicos foi um dos grandes acertos da noite, e ela teria muitos. Momentos de adoração plena explodiam quando aquela que sempre se esperava ver ao vivo, começava. Braços erguidos, gente que nunca se viu, abraçadas e até discussões por quem estava na frente atrapalhando a visão dos que estavam atrás. Também, foram mais de vintes anos esperando e não seria uma cabeça no caminho que cortaria este momento mágico.

      A voz do baixista Geddy Lee é aquela que todos conhecem, nasalada e aguda, e continua a mesma ao vivo e o guitarrista Alex Liefson toca muito e os solos de guitarra são uma das melhores coisas da banda. "Roll the bones", os temas instrumentais ultra-conhecidos "YYZ", "Limelight" e "Vital Signs", todas do mega sucesso Moving Pictures; a balada com o sino na introdução, em que já na primeira badalada já tinha gente pulando e gritando, "Close of the heart", que entrou na última hora, e será apresentada somente no Brasil. O solo de bateria de Neil Peart, com a bateria se movimentando em círculo e ele acompanhando-a para que o público pudesse ver melhor a sua performance. Foi algo para se contar para os filhos e netos.

      Quem viu, viu. Independente do número excessivo de músicas (foram mais de três horas de show, contando o intervalo), sendo várias delas desconhecidas, ou seja, um show para os fãs que sabem tudo sobre a banda e que deliraram com tanta coisa antiga. A sensação foi de que valeu a espera. Apesar dos problemas com o som e tudo mais. Agora só falta vir o Pearl Jam.  Por ILTON GODOY

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