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      Indústria Fonográfica procura solução anti-pirataria

      17 de abril de 2002 22:01 Por Débora Batello

      A indústria fonográfica não sabe mais o que inventar para desacelerar a pirataria ou a troca ilegal de arquivos sonoros via internet. Os números da IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) mostraram a perda em 2001 de cerca de 5% do faturamento, em relação ao ano anterior. Assim, as empresas prejudicadas dispararam a procura de novas tecnologias para sanar o problema, e que no fim acabam irritando o consumidor.

      Uma das medidas aprovada nos EUA foi a lei que exige que computadores, aparelhos de Cd e outros eletrônicos -lançados recentemente- não executem arquivos piratas. O projeto, apoiado pela empresa Walt Disney, pode gerar atraso tecnológico. Quem compraria um aparelho que não toca um CD-R? Isso já virou polêmica nos EUA ao ponto de fazer a população enviar milhares de cartas para reclamar às autoridades.

      Outras mudanças, não menos desagradáveis, partiram das próprias gravadoras. O Cd A New Day Has Come da cantora Celine Dion enfureceu os fãs europeus. O disco, disponibilizado em paises como a Alemanha, possui uma proteção para que as músicas não sejam gravadas no computador, evitando a distribuição online. “O disco vai possivelmente causar uma pane no sistema, mas não vai alterar nada”, alegou um porta-voz da Sony Music para o jornal Folha de São Paulo. O grupo brasileiro O Surto foi o primeiro artista nacional a ter seu trabalho protegido da reprodução ilegal, ao decidir que a música “Veneno”, do disco Equalizando As Idéias, precisava ser “ativada” pela internet. Deste modo, consumidor só pode ouvir a música no micro, já que ela não toca em Cd-players convencionais.

      Aos poucos a indústria fonográfica começa a entender que a pirataria começa e é alimentada principalmente por pessoas que agem debaixo do seu nariz. A maior pista disso foi detectada com o disco Heathen Chemistry da banda inglesa Oasis que caiu integralmente nos mecanismos de troca de música online no dia 08 de abril, exatamente três meses antes da previsão do seu lançamento mundial, pela SonyMusic.

      Agindo de outra forma, a BMG lançou essa semana um sistema de proteção diferente, porque desta vez não atinge o consumidor. Os seus Cds promocionais, distribuídos a comerciantes, jornalistas etc, terão esse sistema. A partir de abril já começam a ser distribuídos os Cds protegidos dos artistas Cee-Lo e Donnel Jones. A gravadora espera diminuir o número de produtos que são pirateados antes mesmo do seu lançamento.

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