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      Ministério Público arquiva processo de racismo contra Alexandre Pires

      24 de maio de 2012 12:18 Por Laiza Kertscher

      No clipe, Alexandre Pires dança com gorilas e mulheres

      O Ministério Público Federal (MPF) da cidade de Uberlândia arquivou, na última quarta-feira (24), o processo que apurava a suposta discriminação racial e sexista no clipe da músicaKong“, do cantor Alexandre Pires.

      No vídeo, que conta com a participação do jogador Neymar e do funkeiro Mr. Catra, gorilas invadem uma festa e dançam ao lado de mulheres de biquíni. A “Secretaria Nacional de Promoção de Igualdade Racial” acusava o clipe de utilizar “clichês e estereótipos contra a população negra” e reforçar “estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual”.

      O procurador da República Frederico Pellucci, que investigou o caso, afirmou que apesar de que “historicamente a relação homem-macaco seja utilizada para desumanizar o negro, não se pode concluir que qualquer trabalho de expressão que invoque a figura do macaco tenha, desde sempre, esse objetivo”.

      Frederico Pellucci entendeu, após analisar a letra da música o vídeo, que “a invocação ao gorila tem mais a ver com a virilidade do que com a negritude, porquanto não se olvida que o macaco, como expressão da origem animal do homem, é objeto de inúmeras relações quando o assunto é virilidade, fetiche, força e masculinidade”.

      “Não se pode dizer que a letra da música ou seu videoclipe tiveram a intenção de atacar quem quer que seja, mas sim apresentar-se de maneira descontraída e bem-humorada, descabendo adentrar na discussão quanto ao bom ou mau gosto na escolha das respectivas expressões e cenas”, concluiu o procurador.