Notificações Amigos pendentes

      Cifra Club News

      Confira o que rolou no Palco Mundo no sexto dia do Rock in Rio 2013

      22 de setembro de 2013 11:33 Por Laiza Kertscher

      A responsabilidade de abrir o Palco Mundo no penúltimo dia do Rock in Rio, no último sábado (21), ficou por conta do Skank. Para cumprir sua missão, o grupo mineiro preferiu não se arriscar muito e repetiu a fórmula da última edição do festival, executando um setlist sem grandes modificações. Uma das poucas novidades foi a abertura, com “Presença”, que contou com a participação do rapper Emicida. A falta de inovação, no entanto, se provou uma escolha acertada da banda, que conseguiu manter a plateia animada e fazer o público cantar junto durante todo o show. Tal qual fizeram outras bandas nacionais no evento, como Capital Inicial e Jota Quest, o Skank não deixou de usar seu espaço no maior palco do festival para criticar a atual situação política do Brasil. “Maconha é proibido, mas mensalão pode fazer de novo, né?”, disse Samuel Rosa, antes de “É Proibido Fumar”, de Roberto e Erasmo, em que o público sempre canta em coro no refrão: “maconha”. Lançando mão de seus hits mais antigos, como “É Proibido Fumar”, “Jackie Tequila” e “Garota Nacional”, além de covers de Jorge Ben Jor e Gilberto Gil, os mineiros começaram o sexto dia do RiR com o pé direito.

      A missão de Phillip Phillips, que veio logo em seguida não foi fácil. Além de subir ao palco após a avalanche de hits do Skank, o cantor teria de encarar uma plateia que, em sua maioria, não estava familiarizada com seu trabalho. Provavelmente uma das atrações mais desconhecidas do elenco do Rock in Rio V, o norte-americano foi vencedor do reality show American Idol e, até o momento, só possui um álbum em sua discografia. Apesar dessas barreiras, o músico conseguiu fazer um show animado e até arrancou um coro do público em “Home”, sua canção mais conhecida no Brasil. Para conquistar os presentes, Phillip puxou trechos de hits da música mundial, como “Let’s Get It On”, de Marvin Gaye, e “Give It Away”, do Red Hot Chili Peppers, além de cantar “Thriller”, clássico do popstar Michael Jackson. Como uma mistura de pop e folk, e uma performance competente, Phillip agradou e, quem sabe, esse seja o início de uma relação mais próxima do Brasil com o trabalho do artista.

      A atração seguinte agradou mais. Muito mais. O músico John Mayer foi o próximo a subir ao Palco Mundo e levou para o Rock in Rio uma performance que misturou domínio técnico de instrumentos, uma voz definida e recuperada (em 2011, Mayer foi diagnosticado com um tumor na garganta), além de um carisma único. O sucesso do artista com o público feminino era evidente, mas Mayer justificou a histeria com muita competência no palco. Em sucessos como “Slow Dancing In A Burning Room”, “Half Of My Heart” e “Waiting On The World To Change”, o guitarrista foi acompanhado em coro pela plateia. Com seu jeito tranquilo, visual de galã e um show performático, Mayer saiu consagrado com um dos melhores shows da quinta edição do festival no Brasil.

      Para suceder o bem executado show de Mayer, só mesmo um artista do nível de Bruce Springsteen. O maior festival de música do Brasil recebeu pela primeira vez o astro, que é um verdadeiro mito do rock. A apresentação de The Boss foi marcada por uma combinação de respeito e intimidade com o público, um repertório de clássicos e uma performance invejável. Com uma lista de clássicos, o roqueiro esbanjou vitalidade, deixando bem claro o motivo de ter sido eleito como o dono dos melhores shows da atualidade. Bruce, tal qual fez em São Paulo, começou o show com uma homenagem ao Brasil, com um cover de “Sociedade Alternativa”, de Raul Seixas. Ao longo do show, o roqueiro executou a integra de “Born In The USA”, seu bem sucedido álbum de 1984, e cantou hits como “Born To Run” e “Waiting On A Sunny Day”. Bruce chamou cinco fãs ao palco em “Dancing In The Dark” (normalmente apenas um é convidado), passeou pela plateia várias vezes, fez piadas, falou português e subiu na barricada, em uma apresentação memorável, em um sério candidato a melhor show da quinta edição brasileira do festival.

      Veja algumas fotos do sexto dia de shows no Palco Mundo: