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      Dee Snider rebate afirmação de Simmons e diz que o rock não está morto

      11 de setembro de 2014 12:42 Por Laiza Kertscher

      O vocalista Dee Snider, do Twisted Sister, não concorda com a afirmação de Gene Simmons de que o “rock está morto”. Em recente entrevista, o fundador do Kiss disse que acredita que o rock está morto, graças ao declínio da indústria da música, aumento de downloads ilegais e ‘atalhos’ para fama com programas de TV como o “The X Factor”.

      No entanto, outros roqueiros tem manifestado uma opinião contrária a de Simmons. Recentemente, por meio de seu Facebook oficial, o Foo Fighters comentou brevemente a afirmação do baixista. “Não tão rápido, Sr. Deus do Trovão…”, escreveu a banda.

      Por sua vez, o vocalista do Twisted Sister resolveu dar uma resposta um pouco mais completa, em um texto também divulgado pelo Facebook. Confira na íntegra:

      “Ponto / Contraponto: ‘O rock n’ roll não está morto’, por Dee Snider

      Recentemente, meu estimado colega, Gene Simmons, do Kiss, declarou que o ‘rock n’ roll está finalmente morto’. Sério?

      Eu só tenho respeito por Gene, mas ele não poderia estar mais equivocado. Sim, o modelo de negócios ‘rock n’ roll’ que ajudou o Kiss (e minha banda também, por sinal) a alcançar fama e fortuna está certamente morto e enterrado há muito tempo, mas o rock n’ roll está vivo e prosperando por meio das redes sociais, das ruas, nos clubes e nas casas de shows de todo o mundo. E as bandas estão tocando um rock mais genuíno e sincero do que nunca, porque estão nessa por um único motivo: o amor pelo rock n’ roll.

      Dedique um tempo para ver e ouvir algumas dessas incríveis bandas novas e seus fãs aficionados e você perceberá que o rock n’ roll não poderia estar mais vivo. Sim, ele não é mais o mesmo do que era durante seus primeiros 50 anos de existência, mas o fogo definitivamente ainda queima.

      E não foi algum garoto de 15 anos em Saint Paul, Minnesota (parafraseando o Sr. Simmons) que matou a galinha dos ovos de ouro do rock ‘n’ roll… foram os gananciosos e magnatas de gravadoras, que fizeram sua própria corda de veludo para se enforcar. Foram eles que tiraram vantagem dos consumidores (e dos artistas também) e levaram eles a usar a força da indústria alternativa da música.

      Por exemplo, pegue as contas da indústria fonográfica quando o CD foi apresentado ao público. “Temos que cobrar mais por isso, porque é uma tecnologia nova e tem um custo para a criação de infra-estrutura para produzi-los”. O consumidor acreditou neles – e aquilo fazia sentido – e aceitou pagar $18,98 por um produto que havia sido vendido por $7,99 anteriormente. Afinal, ‘você não consegue quebrar um CD com um martelo’. (Lembram disso?)

      Mas quando a infra-estrutura chegou e o custo de produção de um CD caiu para menos de um dólar, as gravadoras diminuíram o valor de seus produtos? Claro que não. Elas não estavam dispostas a fazer a coisa certa e cortar sua principal fonte de renda. Esses gatos gordos estavam desfrutando muito de seus ganhos ilícitos.

      Então o público em geral finalmente percebeu que estava sendo enganado e finalmente teve a chance de tomar as rédeas, o que eles fizeram? A mesma coisa que seus pais, a geração ‘Woodstock’, fez quando teve a chance… eles sugaram e sugaram tudo que podiam. Alguém se lembra do livro “Roube Este Livro, de Abbey Hoffman, que vendeu absurdamente nos anos 70, como um guia hippie focado em ‘formas de lutar contra o governo e contra as corporações de qualquer forma possível”? Multiplique isso por um googolplex.

      É difícil fazer rock n’ roll? Pode apostar. Sempre foi, sempre será. Os roqueiros vão conseguir ganhar tanto dinheiro quanto antigamente? Provavelmente não. Mas isso não vai pará-los e eles serão motivados por um amor mais sincero pela arte e o bom rock sempre será produzido, tocado e recebido pelos fãs de rock.

      Portanto, concluindo: os executivos e as gravadoras mataram o modelo de negócios do rock n’ roll… mas o rock n’ roll não está morto!”