Notificações Amigos pendentes

      Cifra Club News

      Pink Floyd encerra ciclo discográfico com chave de ouro

      14 de novembro de 2014 14:20 Por Gustavo Morais

      A extinta banda Pink Floyd lançou, nesta semana, o álbum “The Endless River”. Em seu 15º trabalho de estúdio, os gigantes do rock progressivo se despedem das atividades artísticas e ainda prestam um homenagem póstuma ao tecladista e compositor Richard Wright, falecido em 2008.

      Com sabor de velha novidade, “The Endless River” surgiu a parte das sobras de do disco “The Division Bell”, lançado em 1994. Logo, o material contém diversas colaborações de Wright. O disco entrega aos fãs quase tudo que o Floyd sempre ofereceu. Há faixas introdutórias que dão o conceito de viagem, bem como a tradicional pegada progressiva espacial da banda. A música “Skins”, por exemplo, não economiza nos arranjos de guitarra e mostra todo o apuro técnico do baterista Nick Mason. Por sua vez, a faixa “Anisina” promove um resgate da fase anos 70 da banda e traz de volta as icônicas bases de teclados do disco “The Dark Side Of The Moon”.

      Por mais que seja basicamente formado por temas instrumentais, o disco traz alguns momentos de vocalizações e até letras. Na hipnótica “Talkin’ Hawkin”, por exemplo, além das guitarras incisivas de David Gilmour, é possível ouvir a voz digitalizada do físico Stephen Hawking, uma das mentes mais brilhantes dos últimos séculos. A faixa “Louder Than Words”, que encerra o disco, é o outro momento de “The Endless River” que possui vocais, com a letra escrita pela esposa de Gilmour, Polly Samson.

      Comparar o novo disco com o restante da carreira do Pink Floyd é insensato. É óbvio que o baixista Roger Waters continua fazendo falta desde que saiu, em 1985. Contudo, o capricho sonoro e a grandiosidade criativa de músicas como ”Things Left Unsaid” e “It’s What We Do”, por exemplo, não pode ser desprezada. São duas canções que poderiam figurar em outros discos do Floyd.

      Por fim e não menos importante: do ponto de vista documental, “The Endless River” registra algumas músicas que o espólio do universo cultural do século XXI precisa ter. Apesar do pouco apelo comercial e das poucas chances de tocar no rádio, o disco cumpre com louvor a missão de encerrar o trabalho discográfico de um dos nomes mais importantes da história do rock. Só não é perfeito porque Roger Waters não escreveu nem sequer um acorde no álbum e porque os fãs não terão a oportunidade de ver a grandiosidade faraônica do Pink Floyd na estrada novamente.