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      Nicki Minaj acerta ao navegar entre o rap e o pop em disco novo

      3 de maio de 2012 16:35 Por Laiza Kertscher

      O sucesso de Nicki Minaj traz consigo o retorno de uma mulher do hip-hop às paradas de sucesso da indústria fonográfica. Em uma cena repleta de representantes masculinos, a rapper conseguiu se destacar e figurar entre as mais conhecidas cantoras no cenário musical norte-americano.

      Dois anos após estreiar com o disco “Pink Friday”, Nicki Minaj lançou “Pink Friday: Roman Reloaded”, em abril de 2012. A cantora trinidiana norte-americana conseguiu misturar letras divertidas, picantes, sombrias com rimas que fazem uma conexão entre a cultura hip-hop e a música pop. A fusão desses diferentes gêneros no disco poderia facilmente fazer com que as 19 faixas fossem divididas em dois álbuns distintos, um com a atitude do rap e o outro focado nas pistas de dança.

      Minaj abre o disco com “Roman Holiday”, uma das faixas em que encarna seu alter ego masculino, Roman Zolanski. Os versos mostram um diálogo entre o personagem, criado pela rapper, e sua mãe, também interpretada por Minaj. E é do mesmo Roman a interpretação das canções seguintes, como “Come On a Cone” e “I Am Your Leader”, com letras lascivas e versos repetitivos. A tendência hip-hop do disco permeia nas faixas “Beez In The Trap”, “Hove Lane” e “Roman Holiday”, em que Nicki não abre mão do vocabulário obsceno para rimar seu ácido rap.

      Em “Champion”, Minaj começa a oscilar entre o hip-hop e o R&B. Com versos mais românticos, Minaj divide os vocais com Chris Brown em “Right By My Side”, uma faixa que poderia facilmente ser confundida com um dos hits de sua colega Rihanna.

      A segunda parte do disco dá uma guinada ao pop dançante e é inaugurada com “Starships”. Um dos singles do disco aposta em uma batida mais alegre que representa bem a trajetória que o disco seguirá até o fim. “Pound The Alarm”, “Whip It” e “Automatic” seguem a tendência de trocar o rap pelas pistas de dança e dão um ar “cor-de-rosa” ao álbum.

      Minaj também mostra sua vertente mais intimista ao apostar em canções como “Fire Burns” e “Gun Shot”. Já em “Marilyn Monroe”, ela traça um paralelo de suas inseguranças e fraquezas com as lamúrias vividas pela eterna estrela do cinema.

      Com a polêmica a polêmica “Stupid Hoe”, que retoma o vocabulário devasso e o agito das repetitivas batidas, Minaj encerra com chave de ouro o seu segundo disco.

      “Pink Friday: Roman Reloaded” é uma prova de que uma mulher pode assumir, sem pudores, a atitude do hip-hop e dividir de igual para igual o microfone com artistas consagrados como Lil Wayne, Drake, Nas e 2 Chainz. Ao mesmo tempo, o disco mostra uma tendência mais pop da artista, que pode garantir seu espaço nas paradas de sucesso por um bom tempo, e dá sinais de que Nicki Minaj pode se render ao cenário pop e deixar o rap de lado em futuros trabalhos.