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      Justin Bieber tropeça ao tentar seguir passos de Timberlake em novo CD

      19 de junho de 2012 10:30 Por Laiza Kertscher

      Desde 2010, quando dominou as rádios e as paradas musicais com o hit “Baby“, Justin Bieber carrega o título de um dos principais fenomênos teen da atualidade. Até então, o cantor havia lançado apenas seu álbum de estreia, “My World 2.0″ e o disco natalino “Under The Mistletoe”, compostos basicamente por canções sobre amores adolescentes.

      Dois anos depois, Justin Bieber lança seu terceiro disco de estúdio, “Believe”. Com este trabalho, o popstar deixa claro que deseja escapar do estigma de ser um ‘eterno ídolo adolescente’. Logo nas primeiras divulgações de imagens e prévias de músicas do disco, percebeu-se um Justin com a intenção de apresentar algo mais arrojado em relação ao conceito angelical dos tempos de “Baby”.

      Mesmo com a mudança de visual, Justin sabia que sozinho não conseguiria conquistar um público além de seus jovens fãs, então contratou um time de peso para ajudar a conseguir justificar sua maturidade. Além de produtores renomados, como o DJ Diplo e Mike Posner, Bieber contou com a contribuição de Nicki Minaj, Drake, Ludacris e Big Sean em seu novo trabalho.

      Na primeira faixa de “Believe”, “All Around The World”, o jovem deixa claro que seu novo trabalho será dedicado para as pistas de dança, mesmo que ainda no auge de seus 18 anos, o próprio não tenha idade suficiente para frequentar boates. Com batidas eletrônicas e uma letra cheia de galanteios para uma garota, ele tenta firmar sua maturidade, ao falar de amor e conquista.

      “Boyfriend”, o primeiro single do disco, é uma das faixas que mais se diferencia das canções do início da carreira de Bieber. Com a voz mais madura e um tom mais sexy, o ídolo introduz a faixa e garante que fará tudo por sua amada. A mesma temática é seguida pela próxima faixa, “As Long As You Love Me”, que ao som de batidas dubstep, Justin diz que não se importaria de sentir fome ou estar desabrigado, desde que estivesse ao lado de seu amor.

      Em faixas como “Take You” e “Right Here”, Justin mostra a clara influencia de seu padrinho Usher, ao investir no lado mais R&B de suas canções, mas sem deixar de lado o pop que o levou ao topo das paradas no início de sua carreira. Em “Thought Of You”, Justin se rende de vez ao pop e arrisca tons mais agudos ao novamente declarar seu amor.

      A parceria com Nicki Minaj, “Beauty and a Beat”, por ter uma sonoridade mais aproximada da proposta dos hits que imperam nas paradas de sucesso, possivelmente é a faixa que mais consiga cumprir a missão de conquistar um novo público para Bieber. Mas o cantor não se rende totalmente ao mundo adulto no disco e ainda oscila entre o seu lado mais jovem, em faixas que poderiam fazer parte de seu primeiro disco, como “One Love”, “Catching Feelings” e “Die In Your Arms”.

      O disco caminha para o fim com a singela “Be Alright”, uma faixa apresentada no melhor estilo ‘voz e violão’, em que ele garante que vai esperar pela amada apesar da distância que os separa. Em tom de agradecimento, Justin encerra o CD com “Believe”, uma canção em que presta agradecimentos ao apoio incondicional de seu fã-clube, “Beliebers”.

      Para a versão especial de seu trabalho, Justin reservou mais duas faixas que misturam o pop e o R&B, “Out Of Town Girl” e “She Don’t Like The Lights”.  O astro finaliza com “Maria”, em que no maior estilo “Billie Jean“, de Michael Jackson, Bieber nega ser o pai do filho de Maria Yeater, garota que afirmou ter engravidado do astro teen, no ano passado. “Ele não é meu filho, ela não é minha garota”, afirma Bieber veementemente na canção, o que deixa a impressão da sensasionalização de um escândalo que Justin parecia não gostar de estar envolvido.

      “Believe” foi anunciado como o disco que “faria de Bieber o novo Justin Timberlake“, mas não é exatamente isso que acontece e nem é o que deveria acontecer. Apesar das batidas mais eletrônicas e de se mostrar mais maduro, o cantor ainda mostra seu lado mais adolescente e não tem pressa de ir muito além do que um garoto de 18 anos deveria mostrar. Não foi dessa vez que “Bieber virou Timberlake”, como foi anunciado. Porém, com “Believe” o astro teen trilha o caminho que deverá seguir em sua carreira e tenta provar que pode conquistar um público além daquele que suspirava ao som de “Baby”.