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      Taylor Swift acerta ao se reinventar em novo disco

      31 de outubro de 2012 12:01 Por Laiza Kertscher

      No auge de seus 22 anos, a cantora Taylor Swift acaba de lançar aquele que talvez seja o disco que inaugure a fase adulta de sua carreira. Intitulado “Red”, o álbum chegou às lojas no dia 22 de outubro e mostrou ao público faces mais maduras da jovem estrela.

      Uma boa parte do fã-clube de Taylor é composta por adolescentes, que acompanhavam fielmente os ídolos da Disney como Miley Cyrus e Selena Gomez. Com o passar dos anos, a loira garantiu presença nas listas dos artistas mais populares do cenário da música pop. Com fortes influências do country, ela provou ser capaz de fazer boas composições que alcançam o público jovem.

      Porém, em “Red”, a americana decidiu apostar em vertentes mais pop e utilizar de elementos mais eletrônicos. Essa nova investida, no entanto, não precisa ser vista como uma forma de se manter nas paradas musicais. Os antecedentes de popularidade da artista indicam que, dificilmente, um disco com o tradicional estilo “Taylor Swift de ser” desagradaria seu já fiel público.

      A reinventada Taylor aparece em músicas como “We Are Never Getting Back Together” e “Stay Stay Stay”, em que aposta nas batidas mais dançantes. A maior surpresa do disco é “I Knew You Were In Trouble”, na qual a estrela se rende às influências da nova tendência da música eletrônica, o dubstep, e aos vocais modificados pelo auto-tune.

      A artista, no entanto, não se afasta completamente de suas origens. O assunto preferido das músicas de Taylor sempre foi o amor. Em “Red”, como não poderia ser diferente, o romantismo predomina. A faixa título do trabalho descreve as cores de um relacionamento, ao dizer que “o amor é vermelho”, com uma melodia que lembra os já conhecidos hits da cantora. A vertente mais moderna de Taylor aparece na canção apenas em um “auto-tunado” e dispensável verso do refrão.

      Para aqueles que sentirem falta da “Taylor de sempre”, faixas como “Treacherous”, “Sad Beautiful Tragic” e “I Almost Do”, resgatam o estilo voz clean e violão, que consagrou a cantora. Em “22″ e “Starlight”, com um pop simples e alegre, a estrela se lembra de seu público mais adolescente.

      Os vocais de Gary Lightbody e Ed Sheeran nas faixas “The Last Time” e “Evertyhing Has Changed”, respectivamente, contribuem para alguns momentos mais maduros do disco. A primeira foge totalmente dos padrões de “Red” e poderia ser confundida com uma faixa lançada pelo vocalista do Snow Patrol com a participação da cantora, e não o contrário. Já a segunda apresenta um Sheeran tímido aos holofotes norte-americanos, em um harmonioso dueto.

      Em “Red”, Taylor Swift se mostra mais consciente ao falar de seus relacionamentos. Mesmo que indiretamente, ela dedica cada canção do álbum para uma pessoa. O amadurecimento das composições de Taylor é percebido na maneira como ela expõe e aborda os aspectos de sua vida pessoal. Sem se afastar completamente de seus estilo original, as investidas em outras vertentes da música foram feitas na medida certa e indicam que a jovem sabe como se aventurar em seus trabalhos.