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      Marcelo Camelo explora carreira sob óptica intimista em disco ao vivo

      5 de junho de 2013 11:22 Por Laiza Kertscher

      Em seu segundo registro ao vivo e quarto trabalho em carreira solo, o cantor e compositor Marcelo Camelo preparou uma coletânea com algumas canções do Los Hermanos, outras lançadas em carreira solo e uma ou outra faixa inédita. Claramente, a proposta não foi entoar os maiores sucessos de sua trajetória, mas de revistar a carreira de sob uma perspectiva intimista.

      O álbum “Ao Vivo no Theatro São Pedro” foi gravado em setembro de 2012, em Porto Alegre, e lançado em maio, sob forma de CD e no DVD “Mormaço”. Em 21 faixas (24 no DVD), Camelo transita por sua trajetória de mais de dez anos de carreira e navega por aspectos recentes, futuros e por aquilo que estruturou sua obra. A execução de composições de Camelo gravadas enquanto à frente do Los Hermanos, no entanto, não ofuscam a proposta de mostrar uma imagem cada vez mais distante da banda.

      O álbum é executado basicamente no formato voz e violão, o que deixa claro o desejo do compositor de mostrar basicamente o sentido de suas letras, de forma simples e enxuta. A única canção não autoral do repertório é “Porta de Cinema”, que tem composição assinada pelo avô de Marcelo, Luiz Souza. A herança deixada pelo avô na voz de Camelo só faz firmar a aproximação e desejo do artista em dividir sua história e influências com o público.

      Mas essa não foi a única faixa desconhecida do público do show, que trouxe algumas surpresas. Além das inéditas “Luzes da Cidade” e “Dois Em Um”, Marcelo também cantou “Cara Valente”, que ficou conhecida na voz de Maria Rita e foi ovacionada pelo público, na voz de seu compositor.

      A performance de Marcelo Camelo, com um banquinho e um violão, deixam aquela sensação de “som de barzinho”. Apenas em algumas canções o cantor foi seguido em coro pelo público, que preferiu reservar os aplausos e os acompanhamentos para o final de cada canção ou para os momentos adequados, como nas palmas que ajudaram a compor a melodia de “Menina Bordada”.

      Por vezes passando pela vertente do samba, Marcelo acerta ao optar por um ambiente intimista para registrar mais uma vez sua performance ao vivo, que dessa vez contou com o apoio de Mallu Magalhães e do músico Thomas Rohrer. A proposta casa perfeitamente com a filmagem do show, que opta por closes demorados, que buscam por detalhes, em detrimento dos campos abertos. O enfoque nesse trabalho foi o detalhe e a simplicidade, que o compositor soube reger com naturalidade, conduzindo o público e permitindo que ele se emocione e sinta a mensagem de cada canção.