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      Linkin Park volta com som revigorado em “The Hunting Party”

      12 de agosto de 2014 10:45 Por Laiza Kertscher

      “No control! No surprise!”, anuncia o Linkin Park nos primeiros segundos do disco “The Hunting Party”, seu mais recente trabalho de estúdio. O álbum é o sexto da carreira da banda e o primeiro em onze anos sem a batuta do produtor Rick Rubin. Dessa vez, quem assumiu o comando do disco foram os próprios músicos do banda. O resultado foi um álbum que representa mais a sonoridade dos primórdios do grupo, trazendo à tona o ‘bom e velho Linkin Park’ para os fãs mais saudosistas.

      Em “The Hunting Party”, os californianos deixam de lado os sintetizadores e a vibe eletrônica que dominaram seu trabalhos na última década e voltam a investir em guitarras e melodias que remetem ao som que rendeu ao grupo um sucesso inquestionável logo no início de sua carreira. Produzido pelo guitarrista Brad Delson e pelo vocalista Mike Shinoda, esse novo disco serve como um recomeço para banda trilhar seu próprio caminho e dar o seu recado, sem sem preocupar em agradar a crítica.

      A decisão do grupo em retomar um som mais pesado é alinhada com as letras das canções, que se baseiam em ataques às mais diversas esferas: gravadoras, políticos, leis e qualquer outro à vista. Ao deixar de lado às tentativas de expandir seus horizontes musicais e voltar ao som que lhe consagrou, o Linkin Park lembrou o poder que as guitarras tem de vociferar ao mundo criticas e opiniões mais ferozes. As seis cordas, em especial, são um dos pontos fortes do disco, ajudando a construir um dos melhores trabalhos no quesito instrumental.

      Em canções como “Guilty All The Same” e “Until It’s Gone”, o grupo também lança mão de suas vertentes mais populares, sem qualquer vergonha de oferecer ao seus fãs canções mais fáceis e mais palatáveis ao grande público. O disco também conta com algumas participações, como do rapper Rakim e do guitarrista Tom Morello, do Rage Against The Machine, que apesar de contribuírem positivamente não acrescentam grandes inovações ao disco.

      Ótimas linhas de bateria, mais guitarras e o retorno pesado da mescla de rock com hip-hop, além de leves influência de outras vertentes como punk e hard rock compõem o disco. “The Hunting Party” não é um disco inovador na carreira da banda e nem tem essa pretensão. No entanto, o trabalho surge como uma boa pedida para agradar desde os fãs mais fieis do grupo até os mais exigentes.