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      Iron Maiden

      17 de janeiro de 2004 Por Cifra Club

      Iron Maiden. Vi o último show deles em São Paulo, ainda com o Blaze Bayley nos vocais. Foi bom, mas nada comparada ao que vi no Pacaembu nesse dia 17. A expectativa era grande, afinal era a volta de Bruce Dickinson (vocais) e Adrian Smith (guitarra) à capital paulista junto a Steve Harris (baixo), Jenick Gers (guitarra), Dave Murray (guitarra) e Nicko McBrain (bateria). Com dois guitarristas já era bom, com três agora… Também era a primeira vez que a banda vinha com produção igual a da turnê européia, o que não aconteceu nem na última passagem da banda pelo País, no Rock in Rio, em 2001. A noite prometia novidades.

      Vi o Shaman tocar “No More Tears”, do Ozzy, e “Carry On”, do Angra. Bom. Mas, estava lá para ver a donzela de ferro. Por volta das 21h40, as luzes apagam. Nicko McBrain aparece atrás de sua bateria, dá um tchauzinho para a galera e mergulha em seu instrumento cheio de pratos e com aqueles tons gigantes. (Acho que ele nunca viu um show do Iron escondido ali atrás). “Wildest Dream” do último álbum, Dance of Death, 2003, abriu a festa. Delírio.

      A segunda música foi uma das velhas, “Wrathchild”, do Killers (1981). Mas a galera vibrou mesmo quando começou “Can I Play With Madness” (Seventh Son of a Seventh Son, 1988). Foi a primeira grande agitação da noite. O refrão em coro.

      “The Trooper” (Piece of Mind, 1983) dava a impressão que o show seria cheio de velhos clássicos. Bruce se vestiu de soldado e mais uma vez chamou o público a cantar junto. Mas “Dance of Death”, música que deu o título ao último álbum quebrou o ritmo. “Rainmaker”, também do álbum Dance of Death, deu seqüência ao show e às novidades. A galera voltou a cantar em coro em “Brave New World”.

      A donzela de ferro mandou “Paschendale”, mais uma de seu novo álbum, seguida de “Lord of the Flies” (X-Factor, 1995), do primeiro álbum da banda após a saída de Bruce. “No More Lies” foi a quinta música do novo disco apresentada ao público brasileiro.

      A seqüência “Hallowed Be Thy Name” (The Number of The Beast, 1982), “Fear of the Dark” (Fear of the Dark, 1992) e “Iron Maiden” (Iron Maiden, 1980) deu nova energia ao público que queria mais clássicos. Os velhos hits foram acompanhados pela presença de Eddie, primeiro em uma versão gigante presa atrás do palco. Depois, em uma versão menor, Eddie entrou no palco enquanto Murray, Gers e Smith destruíam suas guitarras com solos que marcaram a história do Iron Maiden.

      Bruce disse que essa não era a última passagem do Maiden pelo Brasil, como muitos diziam, e que enquanto a banda estivesse na ativa, passaria por aqui. Também disse que quando o Iron Maiden diz que vem, vem mesmo. Era o que o público queria ouvir. Espontaneamente a galera começou a gritar “Ei, Metallica, vai tomar no c…”, lavando a alma da decepção causada pela banda norte-americana no fim do ano passado. Bruce também dá uma cutucada no Metallica ao apresentar Nicko.

      O vocalista ainda provocou os paulistanos ao dizer que os cariocas, na noite anterior, cantaram muito bem a canção “Journeyman”, também do disco Dance of Death, que viria a seguir. Murray, Gers e Smith tocaram-na sentados com seus violões, e Harris os acompanhava com um baixo acústico. Será que teremos um acústico Maiden pela frente?

      Para finalizar, dois dos maiores clássicos da banda, “The Number of the Beast” e “Run to the Hills” (The Number of the Beast, 1983), levaram o público ao ponto alto dessa sexta passagem da banda pelo País.

      Mas o que marcou foi a energia da banda. Ver aqueles seis senhores mostrarem que ainda tocam um excelente Heavy Metal, com muito prazer, mesmo depois de 24 anos do lançamento do primeiro álbum é fascinante.

      Por Leonardo Leomil.

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