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      Paramore e Kings Of Leon agitam São Paulo no Circuito Banco do Brasil

      4 de novembro de 2014 9:31 Por Mariana Moreira

      No último sábado (1º) aconteceu o Circuito Banco do Brasil, na cidade de São Paulo. O segundo ano da edição do festival foi puro sucesso e agradou todo o público presente.

      Com horário de abertura de portões antecipado em uma hora, o evento teve início com a segunda etapa da II Copa Brasil de Skate Vertical. A competição aconteceu em parceria com a Confederação Brasileira de Skate. Quem levou o lugar mais alto no pódio foi Leonardo Ruiz. A medalha de prata ficou com Italo Penarrubia e Felipe Caltabiano “Foguinho” abocanhou o bronze. Os ganhadores juntos, levaram um total de 26 mil reais.

      A programação musical começou às 15h15, com a banda Helga. A banda de rock foi a vencedora de um concurso promovido pelo CBB, o VOZPARATODOS. O grupo agitou o público com seu instrumental pesado e de muita qualidade. Ninguém conseguia ficar parado. Até os mais durões estavam batendo os pés no chão.

      Às 16h15 a musa do rock brasileiro, queridinha do público, Pitty entrou no palco ovacionada com gritos, aplausos e um bocado de lágrimas dos fãs. O show foi aberto com a canção “Sete Vidas”, que foi seguida por “Anacrônico”, “Chip Novo”. A cantora fez uma mistura dos álbuns e entregou um show bem energético. Toda a plateia cantou em alto e bom tom as músicas da baiana mais rockeira do Brasil. O show continuou com “Deixa ela Entrar”, “Teto de Vidro”, “Memórias”, “Leão”, “Olho Calmo”, “Pulsos”, “Me Adora”, “Na Sua Estante” e “Máscara”. Pra finalizar sua participação no festival, Pitty cantou “Serpente” – que é sua nova música de trabalho.

      A banda Skank entrou no palco pontualmente, às 17h45, animando a galera e colocando o público para pular. A banda que já é uma das mais queridas do Brasil, conseguiu que todo o público cantassem suas músicas em alto e bom som. A apresentação começou com “A Noite”. A canção “Futebol” foi a que a galera mais vibrou e se divertiu! A setlist do mineirinhos contou ainda com ”Uma Canção é pra Isso”, “É Proibido Fumar”, “Saideira”, “Canção Noturna”, “Ainda Gosto Dela”, “Ela Me Deixou”, “Jackie Tequila”, “3 Lados”, “Vou Deixar” e “Garota Nacional”. No final do show, Skank chamou os amigos da banda Cachorro Grande, que estavam assistindo ao shows, para juntos encerrarem a apresentação. A música escolhida foi “Helter Skelter”, dos Beatles, e agradou toda a garotada, até os pais que estavam acompanhando os filhos no festival.

      A apresentação do MGMT acabou atrasando e o show que estava programado para às 19h15 teve 15 minutos de atraso. Um tanto quanto tímido, o vocalista Andrew VanWyngarden entrou no palco para abrir o show com “Flash Delirium”. Com um setlist composto por 10 músicas, em meio a chuva forte que caiu durante o dia, o público ainda ouviu “Time to Pretend”, “Cool Song N 2″, “It’s Working”, “The Youth”, “Of Moons, Birds and Monsters”, “Introspection”, “Electric Feel”, “Kids” e “Alien Days”. Apesar de ser desconhecida de grande parte dos presentes no evento, a banda conseguiu fazer a galera dançar em meio a chuva e aproveitar a apresentação.

      A expectativa maior do público presente no Circuito BB era para a banda Paramore. O grupo que veio ao Brasil no ano passado para sete shows solo, retornou a São Paulo e trouxe consigo fãs de várias partes do Brasil inteiro. De acordo com uma pesquisa realizada no festival, 80% do público estava lá para ver o trio de Nashville, ou seja, 24 mil pessoas. Nesse momento, a chuva deu uma trégua e todos esperavam a moça saltitante de cabelos vermelhos, o guitarrista cabeludo e o baixista hiper simpático.

      O show começou com “Still Into You” e os fãs estavam preparados para a música. Com o setlist de uma turnê realizada nos Estados Unidos – os fãs puderam preparar surpresas para o grupo, que foi recepcionado por um mar de bexigas brancas e azuis – como as usadas no clipe da música. Na sequência, “That’s What You Get” fez todo mundo tirar o pé do chão de forma sincronizada e erguer uma das mãos durante o refrão. Logo na introdução, a banda parou os instrumentos para ouvir o público cantando o hit. De forma uníssona, todos cantaram as frases da música. Em seguida, “For A Pessimist, I’m Pretty Optimistic” colocou todo mundo pra fazer o famoso “headbang” de Hayley Williams. Antes de iniciar a canção “Ignorance”, a moça do cabelo de fogo apresentou a banda e gritou “WE ARE PARAMORE” (“nós somos Paramore”) e a música tocou. O som é extremamente dançante e fez com que Jeremy e Taylor se movessem de um lado para o outro durante a música, animando o público dos lados opostos em que estavam. Em “Pressure”, Hayley errou a letra da música logo no início. Os fãs notaram, e continuaram cantando. O ápice da música veio na hora do “flip”, momento em que o baixista pula por sobre as costas de Taylor. Todos no festival ovacionaram o feito que é uma marca registrada da banda em todos os shows.

      A música “Decode” deu abaixada na agitação do público, mas não fez com que o volume das vozes abaixassem. No momento mais tranquilo do show, “The Only Exception” foi tocada. Casais se abraçavam e a vocalista pediu para que todos iluminassem o ambiente com as luzes de seus celulares.

      Depois da balada romântica, Hayley conversou com o público e questionou sobre quem conhecia o álbum mais recente, um trabalho autointitulado. Disse que aquela canção era muito especial e pessoal. Como se estivessem lendo uma página de seu diário. Assim começou um dos momentos mais emocionantes da apresentação. “Last Hope” era uma das canções mais aguardadas da noite. A música não havia entrado na setlist apresentada na turnê de 2013 no Brasil e ainda ver a cantora tocando teclado fez com que os fãs delirassem. O local foi tomado por uma atmosfera extremamente emocional e pra onde virasse o rosto, era possível ver vários jovens e adolescentes chorando e gritando a letra da canção.

      Passada a calmaria, “Brick By Boring Brick” foi tocada e todos saíram do chão novamente. A voz do público por pouco não ocultava a da vocal, de tão alto que cantavam. A música “Misery Business” é uma das preferidas dos fãs. Tudo porque um fã sortudo tem a oportunidade de cantar com a banda no palco. De fato, é um momento único e muito especial. Na dúvida entre tantos fãs e alguns até conhecidos da banda, Hayley passou a bola da escolha para Jeremy, que viu uma garota de óculos no público. A sortuda se chama Aline e arrasou no palco. Os fãs amaram a participação da garota e ficaram admirados. Ela sabia a letra e aproveitou todos os espaços.

      O show ainda teve “Let The Flames Begin”, uma das músicas mais requisitadas nos concertos. A banda apresentou uma versão “outro” que foi seguida da música “Part II”, a continuação de “LTFB”, que foi tocada no Brasil pela primeira vez. Até essa canção, o público não deixou de cantar uma só palavra das músicas. Com essa não foi diferente! Todos estavam apreensivos pela performance que a música tem e o grupo não deixou a desejar. Superou as expectativas do público que aguardava ansiosamente pela introdução da música.

      Na penúltima música, “Proof”, o público foi ao delírio. A letra da canção é bem sentimental e os fãs presentes no local prepararam placas com resposta para a pergunta “So do You Love me? All You Gotta do is Say Yes”. O público foi tomado por diversas folhas e placas com “YES” que eram mostrados todas as vezes que o trecho era cantado. O trio estava claramente feliz com o retorno da galera. Eles interagiram bastante, dançaram de um lado para o outro e retribuíram o carinho dos fãs com gestos, danças e brincadeiras.

      Para finalizar a apresentação, o grupo tocou “Ain’t It Fun” – último single – e colocou todo mundo para dançar e nem os seguranças e bombeiros na linha de frente conseguiram conter os pés e as mãos nas batidas do ritmo da canção. Paramore finalizou sua participação aos berros e choros do público, que não sabia se despedia ou sorria para os componentes da banda. Definitivamente uma apresentação que surpreendeu até os mais durões que foram apenas para ver uma das atrações do festival.

      Kings Of Leon era a principal atração do festival. Os que estavam apenas entusiasmados com a apresentação do Paramore, curtiram e muito o show dos caras do “KOL”.

      Com uma produção muito bem feita e show atraente em todos os aspectos, os caras do Kings of Leon conseguiram manter o público – que estava muito cansado – conectado a eles. O aglomerado da grade diminuiu, as pessoas se afastaram um pouco das outras para aproveitarem o show dançando ao som da família Followill.

      Os caras abriram o show com a faixa “Supersoaker”. De caso pensado, ou não, a escolha da primeira música não poderia ter sido melhor. Casais dançavam, amigos brincavam embalados pela trilha do KOL. Até os que não sabiam a letra, arriscavam umas palavras no refrão.

      A setlist programada para o festival ainda contava com “Taper Jean Girl”, “Fans” e “Family Tree”. Aparentemente acanhado, o quarteto deixou a desejar na interação com o público. O máximo que o vocalista Caleb arriscava era um “Obrigado” e como resposta aos gritos de “I Love You”, ele dizia que amava o Brasil também. Para compensar a timidez, a banda não deu descanso ao público e tocou músicas como  ”Mary”, “Bucket”, “Closer” – que fez o público delirar – seguida de  ”Immortals”, “Knocked Up”, “Pyro” e “Temple”.

      Com “Radioactive”, o clima de romance se instalou nas pistas e os casais estavam no maior clima. A banda quebrou a vibe romântica com “Molly’s Chamber”, primeiro single da carreira. O ritmo continuou com “On Call” e “Notion”. Antes de começar “Cold Desert”, o vocalista pediu para que todos iluminassem o espaço com luzes dos celulares e garantiu mais um momento de pura emoção.

      Para os menos conhecedores da banda, o ápice chegou juntamente com as primeiras notas de “Use Somebody”. O “Oh oh” da introdução tomou conta do espaço. A plateia animada cantou em coro com a banda, toda a canção. Muitos vibravam e se emocionavam com a música. Um dos momentos mais marcantes de toda a apresentação. Na sequência, “Crawl” e “Black Thumbnail” precediam o fim da apresentação.

      Com uma produção trabalhada em faíscas e jogo de luzes, “Sex on Fire” fechou o show com chave de ouro. Uma apresentação linear, agradável visualmente e ao mesmo tempo simples. O público saiu do local cantarolando e dançando a música.

      A etapa de São Paulo deixará saudades, mas o festival ainda não acabou. Ele se encerra no próximo sábado (8), no Rio de Janeiro. O cantor Frejat substituirá Pitty no evento em solo carioca.

      Veja algumas fotos do Circuito Banco do Brasil: