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      Volume alto no fone de ouvido coloca em risco a audição dos jovens

      20 de fevereiro de 2019 8:02 Por Gustavo Morais

      Nos dias de hoje, ouvir música em dispositivos móveis é um hábito mais do que comum. Seja na academia, no ônibus, em casa ou em qualquer lugar, uma boa parte das pessoas tem no fone de ouvido um companheiro de todas as horas. A grande questão é que tanta intimidade com os fones está refletindo na boa audição de mais de 1 bilhão de jovens ao redor do mundo.

      No mundo moderno, os fones de ouvido são acessórios básicos (Foto/Pexels)

      Segundo um estudo da “Organização Mundial da Saúde (OMS)”, a maneira como os millennials ouvem música aumentam o risco de desenvolver problemas auditivos. O grande perigo para a audição mora na exposição prolongada e excessiva a sons em volume alto, principalmente por meio de fones de ouvido.

      Quer saber se você corre o risco de ficar surdo? Continue lendo para descobrir o que diz a análise da “OMS”!

      A frieza dos números

      Segundo as estimativas da “OMS”, o risco de problemas auditivos atinge 50% da população entre 12 e 35 anos de idade.

      Atualmente, cerca de 5% da população mundial [algo em torno de 466 milhões de pessoas] tem problemas auditivos, com um custo anual para a economia global de US$ 750 bilhões. Até 2050, a projeção é de que esse número ultrapasse a incrível marca de 900 milhões de pessoas.

      Para aprofundar seu conhecimento  sobre problemas auditivos relacionados à música, confira esta matéria sobre “daltonismo musical”.

      Cuidando da audição

      Em um projeto conjunto da “OMS” com a ”União Internacional de Telecomunicações”, especialistas do setores da saúde e da tecnologia definiram novos parâmetros que devem ser adotados na indústria da produção de celulares, smartphones e outros aparelhos. Alguns países europeus, inclusive, já adotam exigências de que colocar cores nos volumes de celulares, mostrando em cores vermelhas sobre um eventual excesso.

      Mau uso do fone de ouvido é uma questão de saúde pública (Foto/Pexels)

      Para a “OMS”, é o momento de rever a maneira como ouvimos música no fone de ouvido. A recomendação é para que as empresas passem a colocar opções de limite automático de volume nos aparelhos, inclusive com aplicativos que possam ser controlados pelos pais. Outra medida recomendável é que os aparelhos possam medir, via softwares, a exposição do usuário ao som e que possam calcular o porcentual do dia diante desse risco.

      Ainda de acordo com a “OMS”, quanto mais alto o volume, menor é o tempo que a pessoa pode utilizar os fones de ouvido em segurança. Ao diminuir o volume, é possível continuar fazendo uso do dispositivo sem prejudicar a audição.

      Segundo Tedros Ghebreyesus, diretor executivo da “OMS”, a questão da conscientização também precisa ser levada em conta. “Já que temos o know-how tecnológico para impedir a perda auditiva, não podemos simplesmente permitir que crianças sofram com isso ao escutar música”, disse. “É preciso entender que, uma vez perdida a audição, ela não retorna”, alertou.

      Um exemplo prática da entidade sugere que se o nível de som ficar abaixo dos 80 decibéis, é possível que um adulto ouça música em segurança por até 40 horas por semana. No caso de crianças, o índice cai para 75 decibéis. O compositor, pesquisador e educador musical Marcelo Petraglia explica, no vídeo abaixo, os problemas causados pelo mau uso dos fone de ouvido.

      Ao usar fones de ouvido, o ideal é que o volume atinja menos de 60% de sua capacidade máxima de alcance. Recomenda-se que o equipamento seja ajustado e tenha a função “cancelamento de ruído”, como os fones que cobrem toda a orelha do usuário.